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Rio Paraguai atinge níveis alarmantes e Pantanal pode ter 8º ano sem cheia

Rio Paraguai atinge níveis alarmantes e Pantanal pode ter 8º ano sem cheia

Na manhã deste sábado, o Rio Paraguai registrou apenas 94 centímetros na régua de Ladário, sinalizando que o Pantanal de Mato Grosso do Sul pode enfrentar o oitavo ano consecutivo sem cheia. A média histórica para esta época do ano é de 1,96 metro, segundo o Serviço Geológico do Brasil.

A última cheia significativa no Pantanal ocorreu em 2018, quando o nível do rio alcançou 5,35 metros. Desde então, a situação se agravou, refletindo os impactos da estiagem na região. Em 2024, o nível máximo foi alarmantemente baixo, atingindo apenas 1,47 metros, o que representa um cenário mais crítico que o de 2021, que já era considerado preocupante.

Histórico de Cheias

Em 2023, o Rio Paraguai alcançou 4,24 metros devido a chuvas intensas nas cabeceiras dos rios Miranda e Aquidauana, mas as inundações afetaram menos de 5% da planície pantaneira. Já em 2022, a cota máxima foi de 2,64 metros, demonstrando a tendência de queda nos níveis de água.

Impactos Econômicos

A baixa no nível do Rio Paraguai também impacta diretamente a economia local. Em 2024, apenas 3 milhões de toneladas de minérios foram despachadas, uma queda significativa em relação ao ano anterior, que teve um aumento de 185%, totalizando 8,76 milhões de toneladas. O nível ideal para o transporte de minérios é acima de 1,5 metro, e desde outubro do ano passado, o rio tem permanecido abaixo desse patamar.

Previsões Futuras

As previsões do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul não são otimistas. A expectativa é de que as chuvas nos próximos meses fiquem abaixo da média histórica, que varia entre 300 a 500 milímetros no trimestre de fevereiro a abril. Nos últimos sete meses, a chuva acumulada na bacia foi 16% menor que a média histórica para o período de 1998 a 2025.

Opinião

A situação do Pantanal é alarmante e exige atenção urgente das autoridades para evitar consequências irreversíveis para o ecossistema e a economia local.