Em um anúncio feito no dia 18 de março de 2026, o Ministro dos Transportes, Renan Filho, revelou que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) implementaram uma nova fiscalização eletrônica de fretes em todo o país. Esta medida visa coibir o descumprimento do piso do frete, que foi reajustado em 7% devido à alta do diesel.
A decisão surge em um contexto de ameaça de greve dos caminhoneiros, que se intensificou devido ao aumento do preço do diesel, que atualmente é de R$ 6,58 nas bombas. O governo está preocupado com a possibilidade de uma paralisação, especialmente após o recente aumento de R$ 0,38 no preço do diesel pelas distribuidoras, que foi anunciado pela Petrobras.
Durante a coletiva, Renan Filho destacou que as empresas que não respeitarem o piso do frete estarão sujeitas a sanções, incluindo a proibição de contratar transporte rodoviário. Ele afirmou que, atualmente, a ANTT não possui instrumentos legais suficientes para impor penalidades que efetivamente melhorem o preço do frete.
Além da fiscalização, o governo federal também anunciou uma subvenção de até R$ 0,32 por litro de diesel, com um custo estimado de R$ 10 bilhões aos cofres públicos. Essa medida foi parte de um pacote de ações do governo para controlar os preços e evitar uma crise no transporte rodoviário.
Os caminhoneiros, por sua vez, não se contentam apenas com a fiscalização e pedem ações mais rigorosas contra os preços abusivos nos postos de combustíveis, além de isenção de pedágio para caminhões vazios e uma revisão na política de preços da Petrobras.
Opinião
A nova fiscalização eletrônica pode trazer mais segurança e transparência para o setor, mas é essencial que o governo também escute as demandas dos caminhoneiros para evitar uma nova crise no transporte.





