O senador Renan Calheiros, presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, fez graves acusações contra o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o ex-presidente Arthur Lira, em relação ao escândalo do Banco Master. Durante uma entrevista à GloboNews no dia 18 de janeiro de 2026, Calheiros afirmou ter ‘informações’ de que ambos pressionaram o Tribunal de Contas da União (TCU) para reverter a liquidação do banco.
Calheiros declarou: “Tenho informações de que o atual presidente da Câmara dos Deputados e o ex-presidente da Câmara dos Deputados pressionaram e continuam pressionando o TCU, aliás, um setor do TCU, para que o Tribunal liquide a liquidação. Isso é inacreditável, mas lamentavelmente estas coisas só acontecem no Brasil”.
A pressão ao TCU ocorre em meio a uma investigação mais ampla sobre a liquidação do Banco Master, que está sendo acompanhada de perto por um grupo de trabalho do Senado. O ministro Jhonatan de Jesus já determinou uma inspeção no Banco Central, o que pode complicar ainda mais a situação dos envolvidos.
Até o momento, nem Hugo Motta nem Arthur Lira se pronunciaram publicamente sobre as acusações de Calheiros, e a reportagem não conseguiu contato com as assessorias dos políticos. O espaço permanece aberto para suas considerações.
A rivalidade histórica entre Calheiros e Lira, que remonta a décadas e envolve disputas políticas em Alagoas e no Congresso Nacional, pode ser um fator que intensifica a gravidade das acusações. É amplamente conhecido que a maioria dos indicados a cargos no TCU provém de partidos do centrão, o que levanta questões sobre a influência política nas decisões do tribunal.
Opinião
As acusações de Renan Calheiros ressaltam a complexidade e a tensão nas relações políticas brasileiras, especialmente em um momento crítico como este, onde a transparência e a ética são fundamentais.
