A disputa pela primeira-suplência na chapa ao Senado encabeçada pelo ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente do PL em Mato Grosso do Sul, já movimenta os bastidores da política sul-mato-grossense a seis meses das eleições do dia 4 de outubro de 2024. De acordo com apurações do Correio do Estado, com a pré-candidatura de Azambuja ainda em articulação, mas praticamente com uma das duas vagas já assegurada pelas lideranças nacionais do PL, três nomes despontam como postulantes ao posto estratégico na composição eleitoral.
Os candidatos são o ex-secretário de Estado de Fazenda Felipe Mattos, apontado como favorito, a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL), vista como a “azarona” do trio, e o ex-secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação Jaime Verruck (Republicanos), tido como o preferido pelo governador Eduardo Riedel (PP).
Favoritismo e Trajetória
Favorito para ficar com a vaga, Felipe Mattos tem como trunfos para garantir espaço na chapa a experiência administrativa e a proximidade com a gestão do ex-governador. Ele esteve na administração Azambuja desde o primeiro mandato, começando como consultor jurídico e, em janeiro de 2019, assumindo a Secretária de Estado de Fazenda (Sefaz). Durante sua gestão, a arrecadação do Estado subiu de R$ 10 bilhões para R$ 18 bilhões ao ano, sendo investidos R$ 3 bilhões em obras viárias.
Outro nome na disputa, Jaime Verruck, também carrega bagagem técnica e trânsito político, pois esteve à frente da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação desde 2015. Ele é considerado o secretário mais longevo do Estado e tem um perfil técnico, tendo comandado negociações e reestruturações estaduais.
Gianni Nogueira e a Definição da Suplência
Fechando a lista de interessados, aparece a vice-prefeita Gianni Nogueira, que fortalece sua candidatura com base política na segunda maior cidade do Estado e pelo vínculo com o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL). A definição do nome que ocupará a primeira-suplência é considerada peça-chave na estratégia eleitoral, pois o posto pode ampliar alianças regionais e garantir sustentação política ao projeto do PL em Mato Grosso do Sul.
Nos bastidores, lideranças partidárias avaliam não apenas o peso político de cada pré-candidato, mas também critérios como densidade eleitoral, capacidade de articulação e equilíbrio regional. A expectativa é de que a escolha seja feita nas próximas semanas, à medida que avançam as negociações para a formação completa da chapa.
Opinião
A escolha do primeiro-suplente é crucial para fortalecer a campanha de Reinaldo Azambuja e garantir uma base sólida para as eleições de 2024.





