João Ricardo Costa Filho, do Reglab, revelou que um cenário de proibição total da Inteligência Artificial (IA) personalizada pode resultar em uma perda de R$ 855 bilhões à economia brasileira ao longo de dez anos. Este dado alarmante faz parte do estudo intitulado A Dimensão Econômica da Personalização, que explora os impactos econômicos da personalização na indústria e no desenvolvimento econômico nacional.
Impactos da Proibição da IA
O estudo, realizado pelo Reglab, destaca que a proibição da IA personalizada não é apenas uma questão de tecnologia, mas uma questão de competitividade. A pesquisa aponta que a personalização, que adapta produtos e serviços às necessidades individuais, é crucial para a melhoria da experiência do consumidor.
Com base em um modelo de equilíbrio geral, a pesquisa indica que a vedação do uso de IA para personalização causaria um choque negativo de 1% na produtividade. Isso significa que uma hora de trabalho que antes resultava em 100 unidades produzidas passaria a gerar apenas 99.
Retração do PIB e Perdas Econômicas
Os resultados do estudo mostram que o PIB brasileiro enfrentaria uma retração de 1,64% ao longo de dez anos, resultando em uma perda significativa de R$ 855 bilhões. Segundo João Ricardo Costa Filho, coordenador do Núcleo de Economia Aplicada do Reglab, mesmo sendo um cenário extremo, é fundamental para orientar o debate público sobre restrições à IA.
“É importante sabermos onde a régua começa e termina, para então conseguir medir os efeitos de restrições intermediárias”, afirma Costa Filho. O estudo enfatiza que a personalização vai além de uma simples funcionalidade, sendo uma infraestrutura essencial para a produtividade.
Opinião
O impacto da proibição da IA personalizada é um alerta para a necessidade de um debate mais profundo sobre a regulação da tecnologia, que deve considerar os benefícios econômicos e sociais que ela pode proporcionar.
