Economia

Receita Federal registra arrecadação histórica de R$ 2,89 trilhões em 2025

Receita Federal registra arrecadação histórica de R$ 2,89 trilhões em 2025

A Receita Federal divulgou dados que mostram que a arrecadação de impostos e outras receitas da União alcançou um recorde histórico em 2025, totalizando R$ 2,89 trilhões. Este resultado representa um crescimento real de 3,75% em relação ao ano anterior, 2024, já descontada a inflação medida pelo IPCA.

Desempenho em dezembro e setores que mais contribuíram

Somente em dezembro de 2025, a arrecadação atingiu R$ 292,72 bilhões, o maior valor já registrado para esse mês, com um crescimento real de 7,46% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. O secretário Robinson Barreirinhas destacou que o resultado é significativo, considerando o patamar elevado do ano anterior.

Os números abrangem tributos federais como Imposto de Renda, IPI, IOF e PIS/Cofins, além de receitas com royalties e depósitos judiciais. De acordo com a Receita Federal, as receitas administradas diretamente pelo órgão somaram R$ 2,76 trilhões, com um aumento real de 4,27%.

Apostas online e contribuições previdenciárias

Um dos destaques da arrecadação foi o setor de apostas online, que arrecadou quase R$ 10 bilhões em 2025, um aumento superior a 10.000% em relação a 2024. As contribuições previdenciárias totalizaram R$ 737,57 bilhões, com um crescimento real de 3,27%, impulsionado pelo aumento do emprego e dos salários.

O PIS/Cofins arrecadou R$ 581,95 bilhões, com um crescimento de 3,03%, enquanto o IOF somou R$ 86,48 bilhões, apresentando um crescimento real de 20,54% em relação a 2024.

Desafios e desaceleração em alguns setores

Apesar do recorde histórico, os dados também indicam uma desaceleração em alguns segmentos da economia. A arrecadação do IRPJ e da CSLL cresceu apenas 1,27%, e o IPI teve alta no mesmo patamar, refletindo a estagnação da indústria e a queda de 0,16% nas vendas de bens no período analisado.

Opinião

O crescimento na arrecadação é um sinal positivo, mas é essencial que o governo também enderece os desafios enfrentados por setores que estão estagnados, para garantir um desenvolvimento econômico sustentável.