Política

Raul Jungmann, ex-ministro da Segurança Pública, morre aos 73 anos em Brasília

Raul Jungmann, ex-ministro da Segurança Pública, morre aos 73 anos em Brasília

Morreu neste domingo, aos 73 anos, o ex-ministro Raul Jungmann, que ocupou as pastas da Defesa e da Segurança Pública durante o governo de Michel Temer. A informação foi divulgada pelo colunista Lauro Jardim, do GLOBO. Jungmann estava internado em um hospital em Brasília, onde tratava um câncer.

Nascido em Recife, Pernambuco, Raul Jungmann foi um importante político brasileiro. Ele estudou psicologia na Universidade Católica de Pernambuco, mas não chegou a concluir o curso. Sua trajetória política começou durante a ditadura militar, quando se filiou ao MDB, partido de oposição ao regime. Nos anos 1980, Jungmann foi um dos entusiastas do movimento Diretas Já.

Com a redemocratização do Brasil, ele se juntou ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), que mais tarde se tornaria o PPS (atualmente Cidadania). Nos anos 1990, ganhou destaque como secretário de planejamento do governo de Miguel Arraes em Pernambuco e, logo após, foi nomeado presidente do Ibama no início do governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC).

Em 1996, Jungmann se tornou ministro extraordinário de Política Fundiária, uma pasta criada em resposta ao massacre de Eldorado dos Carajás. Ele ocupou essa função até abril de 2002, quando renunciou para se candidatar à Câmara dos Deputados, onde foi eleito por três mandatos.

Na Câmara, destacou-se por liderar a Frente Parlamentar por um Brasil sem Armas e defender o Estatuto do Desarmamento. Sua atuação na área de Segurança Pública e Defesa, além de sua postura crítica em relação ao governo de Dilma Rousseff, o levaram a ser convidado por Michel Temer para ser ministro da Defesa e, posteriormente, assumir a recém-criada pasta da Segurança Pública em 2018.

Como ministro, Jungmann coordenou o emprego das Forças Armadas na operação da Garantia da Lei e da Ordem no Rio de Janeiro e foi um dos articuladores do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), aprovado em 2018. Desde 2022, ele era presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), onde se manteve ativo nas discussões sobre a exploração de minerais críticos no Brasil.

Raul Jungmann deixa esposa e dois filhos, sendo lembrado como uma figura influente na política brasileira e na segurança pública do país.

Opinião

A morte de Raul Jungmann representa uma grande perda para a política e a segurança pública no Brasil, destacando a importância de sua atuação em momentos cruciais da história recente do país.