Ratinho Junior, governador do Paraná, afirmou que não será a “terceira via” na corrida presidencial deste ano, caso seja escolhido pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, para disputar como candidato à Presidência da República pelo partido. A declaração foi feita em 09/03/2026 durante uma maratona de eventos partidários em São Paulo, onde Ratinho Junior se posicionou como pré-candidato pela direita.
Até o momento, Ratinho Junior é o único governador presidenciável sem candidatura oficial. Ele declarou: “Não me apresento como terceira via. Vou me apresentar como o candidato da direita democrática, da direita cidadã, com um projeto político que busca tornar a máquina pública mais eficiente, sem deixar de cuidar dos mais humildes”.
Saída da Gestão e Pesquisas
Na última sexta-feira (6), Ratinho Junior confirmou que deixará a gestão estadual até 4 de abril de 2026, data máxima para a desincompatibilização de cargos para a disputa eleitoral. Ele justificou a decisão para “ficar apto” e de prontidão ao PSD, dependendo da definição do quadro eleitoral.
Uma pesquisa realizada entre 28 de fevereiro e 2 de março de 2026 aponta um empate técnico entre Lula (PT) e Ratinho Junior no cenário de segundo turno. O levantamento revela que Lula tem 43% das intenções de voto, enquanto Ratinho Junior aparece com 39%. No entanto, ele enfrenta dificuldades para se destacar no primeiro turno, onde fica atrás de Lula e Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Expectativas e Alianças
O PSD deve anunciar seu pré-candidato até 31 de março de 2026. Ratinho Junior deve se encontrar com lideranças do PL nesta semana para discutir a aliança firmada com o ex-presidente Bolsonaro desde as eleições de 2018. A confirmação da candidatura de Ratinho Junior pode levar o PL a lançar uma candidatura própria para garantir palanque no estado para Flávio Bolsonaro.
Questionado sobre uma possível reunião com Flávio Bolsonaro, Ratinho Junior negou qualquer agenda. “Não tem essa reunião. Nunca marquei nada com ele”, afirmou.
Opinião
A movimentação de Ratinho Junior indica um cenário eleitoral em constante mudança, onde alianças e estratégias serão cruciais para o sucesso na corrida presidencial.






