Raízen deu início ao maior caso de recuperação extrajudicial do Brasil, com dívidas estimadas em R$ 65,1 bilhões. O movimento ocorre em um contexto de reestruturações financeiras que também afeta o Grupo Pão de Açúcar (GPA), que enfrenta um endividamento de R$ 4,5 bilhões.
Na última quarta-feira, dia 11 de março de 2026, o GPA obteve o aval da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo para executar seu plano de recuperação. Especialistas, como Max Mustrangi, avaliam que esses pedidos podem sinalizar o início de uma onda de reestruturações no Brasil, afetando empresas como Braskem, Oncoclínicas e Companhia Siderúrgica Nacional.
Desafios e Expectativas
O GPA, com um plano que abrange 80% das obrigações, busca reagir aos impactos da taxa de juros no Brasil, que atualmente está fixada em 15% ao ano. Por outro lado, a Raízen, que cobre apenas 50% de sua dívida, ainda precisa do aval de uma parte significativa de seus credores, que já enfrentaram perdas substanciais.
No mercado, a situação é tensa. No dia 13 de março de 2026, as ações da Braskem caíram 6,97%, fechando a R$ 11,35. A empresa, que enfrenta sua maior crise, recebeu autorização do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para que sua controladora, Novonor, transfira direitos a um fundo.
Outras Empresas em Dificuldades
A Oncoclínicas também está em uma posição delicada, com uma dívida estimada em R$ 4,8 bilhões. A empresa, que possui laços com o Banco Master, busca prorrogar prazos com credores. Já a Companhia Siderúrgica Nacional enfrenta uma dívida líquida de quase R$ 40 bilhões, exacerbada pela alta do dólar durante a pandemia. As ações da companhia, que já chegaram a R$ 50, estão atualmente cotadas a R$ 5,72.
Opinião
A situação financeira de grandes empresas brasileiras destaca a fragilidade do mercado, exigindo soluções eficazes e rápidas para evitar um colapso maior na economia.






