Geral

Prefeitura de Congonhas suspende alvarás da Vale após vazamentos preocupantes

Prefeitura de Congonhas suspende alvarás da Vale após vazamentos preocupantes

A Prefeitura de Congonhas, em Minas Gerais, suspendeu provisoriamente os alvarás de funcionamento da Vale nas minas de Fábrica e Viga, após registros de vazamentos de água com sedimentos na região. A decisão foi tomada em 26 de outubro, em resposta a incidentes que levantaram preocupações sobre a segurança das operações da mineradora.

Vazamentos em Minas de Fábrica e Viga

No dia 25 de outubro, ocorreu um extravasamento de água com sedimentos na mina de Fábrica, situada entre Congonhas e Ouro Preto. Menos de 24 horas depois, um segundo vazamento foi registrado na mina Viga, em Congonhas, onde água turva atingiu o rio Maranhão. Ambos os eventos ocorreram em estruturas de drenagem temporárias, conhecidas como sumps.

Reação da Vale e da Prefeitura

A Vale confirmou o recebimento do ofício da Prefeitura e suspendeu as operações nas unidades afetadas. A mineradora afirmou que suas barragens na região estão estáveis e seguras, sendo monitoradas continuamente. No entanto, a Prefeitura argumenta que as estruturas de drenagem temporárias deveriam ser tratadas com a mesma lógica de segurança e transparência exigidas para barragens, dada a natureza dos vazamentos.

Contexto de Segurança em Minas Gerais

Os vazamentos ocorrem em um contexto sensível, já que coincidem com o 7º aniversário do colapso de Brumadinho, que resultou na morte de 270 pessoas em 25 de janeiro de 2019. Além disso, a memória do colapso de Mariana, que ocorreu em 5 de novembro de 2015 e causou 19 mortes, ainda pesa sobre a percepção pública em relação a incidentes envolvendo sedimentos e estruturas de contenção em Minas Gerais.

Opinião

A suspensão dos alvarás pela Prefeitura de Congonhas reflete a necessidade urgente de garantir a segurança em operações mineradoras, especialmente em um estado com um histórico trágico como Minas Gerais.