Santa Catarina

Prefeitura de Campo Grande vê arrecadação de IPTU despencar após polêmica

Prefeitura de Campo Grande vê arrecadação de IPTU despencar após polêmica

A arrecadação do IPTU em Campo Grande caiu pela metade em janeiro de 2025, gerando preocupação nas autoridades locais. Em comparação ao mesmo mês do ano anterior, quando foram arrecadados R$ 286 milhões, o montante atual ficou em apenas R$ 143 milhões.

O secretário de Governo e Relações Institucionais, Ulisses da Silva Rocha, atribui essa queda ao adiamento do prazo para pagamento do imposto, que foi prorrogado de 12 de janeiro para 12 de fevereiro. Essa mudança ocorreu em meio a uma série de ações judiciais que contestam o aumento da taxa de coleta de lixo, que agora afeta cerca de 45% dos proprietários de imóveis.

Alterações nas alíquotas e aumento da taxa de lixo

Além disso, 33 mil contribuintes enfrentaram um aumento na alíquota do IPTU, que passou de 1% para 3,5% sobre o valor venal de terrenos baldios. Essa alteração resultou em um aumento de 250% no valor do carnê de IPTU para esses proprietários, o que gerou ainda mais insatisfação.

Por exemplo, um terreno avaliado em R$ 100 mil que antes tinha um carnê de R$ 1 mil agora apresenta uma cobrança de R$ 3,5 mil. Essa mudança, combinada com a correção anual de 5,32% e a redução do desconto para pagamento à vista, fez com que muitos carnês chegassem com um reajuste próximo de 400%.

Decisões judiciais e reações da Câmara de Vereadores

A Câmara de Vereadores de Campo Grande votará sobre o aumento do IPTU no dia 10 de fevereiro. No entanto, a Justiça já concedeu uma liminar para que a prefeitura recalculasse os valores do IPTU em até 30 dias. A administração municipal recorreu ao Tribunal de Justiça, mas a liminar foi mantida, e a prefeita Adriane Lopes busca agora reverter essa decisão.

Com a situação em constante evolução, a arrecadação do IPTU e as reações da população e das autoridades locais permanecem em foco.

Opinião

A queda na arrecadação do IPTU em Campo Grande evidencia a necessidade de um diálogo mais claro entre a prefeitura e os cidadãos sobre as mudanças tributárias.