Na manhã do dia 31 de outubro, a Câmara Municipal de Campo Grande recebeu uma reunião emergente a pedido do Executivo, representado pelos secretários Marcelo Miglioli e Ulisses Rocha. O objetivo do encontro foi discutir o aumento da taxa do lixo, que é cobrada juntamente com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
O presidente da Câmara, Epaminondas Neto, conhecido como Papy, destacou que os secretários tentaram sensibilizar os vereadores para manter o veto da prefeita Adriane Lopes (PP). Eles apresentaram tabelas de arrecadação e gastos com os serviços de coleta e destinação de resíduos, argumentando que a derrubada do veto poderia causar um colapso na arrecadação do município.
Déficit financeiro alarmante
Os dados apresentados revelaram que, em 2025, o município gastou R$ 179.744.920,34 com resíduos sólidos, enquanto a arrecadação com a taxa do lixo foi de apenas R$ 41.850.698,41, resultando em um déficit de R$ 137.894.221,93. Essa situação, segundo os secretários, se manteve em anos anteriores.
Votação decisiva se aproxima
A votação sobre a manutenção ou derrubada do veto ao Projeto de Lei Complementar 1.016/26 ocorrerá no dia 3 de novembro. Este projeto visa suspender os efeitos do Decreto 16.402/2025, que aumentou a taxa de coleta de resíduos para 2026. O resultado da votação influenciará diretamente os valores do IPTU, que já apresentaram aumentos significativos, gerando reclamações entre os contribuintes.
A alta da taxa do lixo e a redução do desconto para pagamento à vista de 20% para 10% foram decisões unilaterais da Prefeitura, que causaram descontentamento na população. A Câmara Municipal, em resposta, criou uma comissão para acompanhar o caso e convocou a sessão extraordinária durante o recesso parlamentar.
Opinião
A situação entre a Câmara e a Prefeitura de Campo Grande evidencia a necessidade de um diálogo mais eficaz para evitar desgastes e garantir um serviço público de qualidade.
