Durante a 1.ª Sessão Ordinária de 2025, realizada na Câmara Municipal de Campo Grande, os vereadores assinaram um edital convocando uma audiência pública para discutir o veto da prefeita Adriane Lopes (PP) ao Projeto de Lei Complementar 1.016/26. Esta audiência está marcada para o dia 05 de janeiro de 2026, às 18h.
O presidente da Câmara, Epaminondas ‘Papy’ Vicente Silva Neto (PSDB), anunciou que a votação do veto ocorrerá na próxima terça-feira, 10 de janeiro de 2026. A medida visa impedir o aumento da Taxa de Coleta de Lixo, que pode chegar a 3,5% para imóveis em bairros com mais de três equipamentos públicos.
Contexto do veto
O veto da prefeita Adriane Lopes se dá em um cenário onde, em 2025, cerca de 90% dos projetos do Executivo foram aprovados pela Câmara Municipal. Durante a sessão, a prefeita expressou sua expectativa de que os vereadores mantenham o veto, ressaltando a necessidade de arrecadar fundos para serviços públicos em Campo Grande.
Adriane Lopes destacou que a cidade conta com 98% de cobertura de serviços, como escolas e unidades de saúde, e que é essencial garantir recursos para mantê-los. Ela também mencionou a arrecadação atual de 40 milhões em comparação aos 136 milhões que deveriam ser custeados pela taxa de lixo.
Reações e próximos passos
O presidente da Câmara, Papy, afirmou que defenderá a lei caso a prefeitura decida judicializar a questão. Ele enfatizou que a judicialização não seria uma disputa política, mas uma questão de sobrevivência financeira para a cidade. A última audiência pública noturna na Câmara ocorreu em 11 de novembro de 2025, e a atual audiência visa dar voz à população e às instituições sobre a questão da taxa de lixo.
Opinião
O veto da prefeita Adriane Lopes ao aumento da taxa de lixo gera um debate necessário sobre a sustentabilidade financeira dos serviços públicos em Campo Grande, refletindo a tensão entre a administração municipal e a Câmara.





