A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), renovou por mais quatro meses o decreto que reduz o horário de atendimento na maioria dos órgãos públicos municipais e impõe um corte de 25% nos gastos com água, luz, combustíveis e impressões. Essa decisão foi publicada em uma edição extra do diário oficial na última sexta-feira.
Essa medida de contenção de gastos surge uma semana antes do aumento salarial de 18,4% que a prefeita e a elite do funcionalismo municipal receberão. O novo decreto não menciona a suspensão de reposição salarial para os servidores, que enfrentam salários congelados desde 2020.
Aumento Salarial e Impactos
Com a renovação do decreto, o salário da prefeita subirá para R$ 31.912,56 em fevereiro de 2026, um aumento que já havia sido definido em abril do ano passado. O salário dos secretários também foi elevado, passando de R$ 19.028,90 para R$ 25.511,95. Essa mudança impacta diretamente cerca de 500 procuradores, médicos, dentistas e auditores fiscais, que agora têm um teto salarial superior ao anterior.
Enquanto isso, mais de 10 mil trabalhadores municipais continuam com salários congelados, muitos recebendo abaixo do salário mínimo. O decreto não menciona explicitamente a proibição de reposição salarial, mas contém diversos artigos que visam cortar e controlar gastos com pessoal, o que levanta preocupações sobre a situação dos servidores.
Fim da Redução de Subsídios
O decreto anterior, que estabelecia uma redução de 20% nos subsídios da prefeita e do secretariado, foi encerrado. Essa mudança permite um aumento significativo nos vencimentos da prefeita e de sua equipe, enquanto os demais servidores continuam a enfrentar dificuldades financeiras.
Opinião
A renovação do decreto de austeridade e o aumento salarial da prefeita levantam questões sobre a equidade no tratamento dos servidores públicos de Campo Grande, especialmente em um momento em que muitos enfrentam dificuldades financeiras.






