A Autoridade Portuária de Santos (APS) tomou a decisão de autorizar a atracação prioritária do navio MH Buiki, que carrega quase 18 mil toneladas de gasolina tipo A. Essa ação foi motivada pelo risco de desabastecimento de combustíveis, em decorrência da guerra no Oriente Médio e a obstrução do estreito de Ormuz, que impacta a distribuição global de combustíveis.
A atracação ocorreu no dia 30 de março de 2026, após a embarcação ter saído de Madre de Deus, na Bahia. A decisão foi baseada em um parecer da Agência Nacional de Petróleo, que avaliou a situação crítica do abastecimento, não apenas de gasolina, mas também de outros insumos.
Prioridade em situações de emergência
As prioridades de atracação no Porto de Santos são estabelecidas por normas específicas, que permitem a escolha de embarcações em situações emergenciais. O presidente da APS, Anderson Pomini, destacou que é função do Porto avaliar as necessidades do país e permitir, após análise rigorosa, que algumas embarcações possam ter prioridade em condições específicas.
Embora o terminal receba embarcações com combustível diariamente, a autorização ao MH Buiki foi uma exceção, já que normalmente as atracações obedecem a uma ordem estabelecida. A APS também negou um pedido de prioridade de outra empresa, devido à fila de seis navios de combustíveis já aguardando atracação.
Impacto da guerra no abastecimento
A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã tem gerado instabilidade na distribuição de combustíveis, levando a APS a agir rapidamente para evitar uma crise de abastecimento. O terminal, que possui áreas específicas para atracação, mantém o fluxo normal, mas novas prioridades poderão surgir caso outras embarcações solicitem atracação.
Opinião
A decisão do Porto de Santos reflete a necessidade urgente de garantir o abastecimento em tempos de crise, mostrando a importância da gestão portuária em situações adversas.





