Santa Catarina

Polícia Federal prende presidente da Rioprevidência após escândalo de R$ 970 milhões

Polícia Federal prende presidente da Rioprevidência após escândalo de R$ 970 milhões

No dia 11/02/2026, a Polícia Federal realizou uma operação em Balneário Camboriú (SC) que resultou na prisão do presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, por suspeitas de gestão fraudulenta e desvio de recursos públicos. O caso está ligado ao escândalo financeiro envolvendo o liquidado Banco Master, que movimentou a quantia de R$ 12,2 bilhões em negociações fraudulentas.

A operação, denominada Barco de Papel, é um desdobramento da operação Compliance Zero, que investigou a venda de carteiras de crédito sem lastro, colocando em risco o dinheiro destinado a aposentadorias e pensões de cerca de 235 mil beneficiários da Rioprevidência.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, um dos investigados jogou uma mala com aproximadamente R$ 429 mil pela janela do apartamento, além de serem apreendidos dois veículos de luxo e dois smartphones. A quantia exata recuperada não foi divulgada, mas estima-se que seja em torno do valor mencionado.

A Rioprevidência, que investiu R$ 970 milhões em títulos de alto risco do Banco Master, já estava sob análise do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) há mais de um ano. Em dezembro de 2025, uma decisão judicial determinou a retenção dos R$ 970 milhões, visando proteger os recursos previdenciários dos servidores.

Após a deflagração da primeira fase da operação, a Rioprevidência se posicionou afirmando estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e reafirmou seu compromisso com a transparência e a legalidade na gestão dos recursos.

Opinião

O escândalo envolvendo a Rioprevidência e o Banco Master destaca a importância da fiscalização e da transparência na gestão de recursos públicos, especialmente os destinados a aposentadorias.