A Polícia Federal abriu um inquérito em 03/02/2026 para investigar os negócios entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master, revelados durante a Operação Compliance Zero. A investigação surgiu após a prisão do banqueiro Daniel Vorcardo, dono do banco privado liquidado, e busca apurar a suspeita de gestão fraudulenta na venda de carteiras de crédito sem lastro, que somam impressionantes R$ 12,2 bilhões.
A autorização do inquérito foi concedida pelo ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). Documentos e informações relevantes foram fornecidos pela diretoria atual do BRB, que encontrou achados significativos em um relatório preliminar de auditoria independente, entregue à Polícia Federal em 29/01/2026.
Prejuízos e Medidas do BRB
Apesar do rombo financeiro, o BRB afirma que continua financeiramente estável e conta com o apoio do acionista controlador, o governo do Distrito Federal. Em resposta às investigações, a administração distrital sinalizou um possível aporte direto para cobrir os prejuízos decorrentes das transações suspeitas.
O banco está previsto para apresentar, em março, um balanço financeiro que detalhará o impacto real das operações questionadas. A expectativa é que esse documento traga dados mais precisos sobre os prejuízos causados pelas carteiras fraudulentas.
Histórico e Consequências
No final de 2025, a Polícia Federal e o Ministério Público afastaram o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que foi demitido em novembro. Além das investigações da PF, a nova diretoria do BRB e a auditoria independente continuam a apurar os fatos.
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, se reuniu diversas vezes com Daniel Vorcardo entre 2024 e 2025, mas negou que tenham discutido a compra do banco. A situação continua a ser monitorada de perto, com a expectativa de novas revelações.
Opinião
A investigação da PF sobre os negócios do BRB com o Banco Master destaca a importância da transparência e da responsabilidade na gestão pública e financeira.





