A Polícia Civil de Santa Catarina solicitou à justiça a apreensão do passaporte do adolescente acusado da morte do cão Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis. O objetivo da medida é evitar que o jovem deixe o país enquanto as investigações prosseguem.
A Polícia Federal foi informada sobre o pedido, que conta com o apoio do Ministério Público (MP) do estado. Em nota, a Polícia Civil afirmou que o MP tem colaborado para que a denúncia contra os envolvidos siga adiante, juntamente com as provas coletadas durante as investigações.
Divergências nas investigações
No entanto, o caso enfrenta divergências entre a Polícia Civil e o Ministério Público. Em uma comunicação recente, o MP anunciou que requisitará diligências complementares nas investigações relacionadas à morte do cão Orelha. As promotorias envolvidas concluíram que são necessárias mais informações para esclarecer os eventos que levaram à morte do animal.
O MP identificou lacunas na apuração da possível participação de adolescentes em atos infracionais análogos a maus-tratos contra animais, o que levou à necessidade de uma investigação mais aprofundada. Por outro lado, a Polícia Civil acredita ter base legal para pedir a internação do adolescente envolvido.
Andamento das investigações
Na última terça-feira, dia 3 de outubro, a Polícia Civil encerrou as investigações sobre as agressões que resultaram na morte do cão Orelha. Para sustentar a acusação contra o adolescente, que não teve o nome revelado por ser menor de idade, foram analisadas mais de mil horas de filmagens de 14 câmeras de segurança, além de 24 testemunhas que foram ouvidas.
Embora não existam gravações do momento do ataque, as imagens foram cruciais para que os investigadores identificassem as roupas usadas pelo acusado e comprovassem que ele havia deixado o condomínio onde reside durante a madrugada.
Opinião
A situação evidencia a necessidade de um sistema judicial que proteja os animais e assegure que atos de crueldade não fiquem impunes.
