Os policiais militares Diego Pereira Leal e Aslan Wagner Ribeiro de Faria, acusados de matar o menino Thiago Menezes Flausino, de 13 anos, durante uma abordagem na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, enfrentarão um júri popular na próxima terça-feira, 27 de outubro de 2023, às 13h, no Tribunal de Justiça do Estado.
A morte de Thiago ocorreu em 7 de agosto de 2023, quando ele foi atingido por três tiros enquanto estava na garupa de uma moto na principal via de acesso à Cidade de Deus. O jovem não portava armas e não havia confronto com a polícia no momento em que foi atingido. Há relatos de que o menino foi executado mesmo após estar imobilizado.
Os policiais, que integram o Batalhão de Choque da PM do Rio, admitiram os disparos contra o jovem e são acusados de homicídio e fraude processual. Para justificar os tiros, eles manipularam a cena do crime e plantaram uma arma, tentando sustentar uma versão de confronto que não ocorreu.
Antes do julgamento, familiares, amigos e organizações de direitos humanos realizarão um ato para denunciar a violência policial nas favelas cariocas, com o apoio da Anistia Internacional. A mãe de Thiago, Priscila Menezes, expressou sua dor e o desejo de justiça: “Eu não vou ter mais meu filho, mas eu quero Justiça por ele e por outras crianças”. Ela destacou a necessidade de mudança na atuação da polícia nas comunidades, afirmando que existem moradores e famílias, não apenas bandidos.
Opinião
O caso de Thiago Menezes Flausino é um triste lembrete da urgência de reformas nas práticas policiais e da necessidade de justiça para as vítimas da violência nas comunidades.
