A Polícia Federal (PF) solicitou a suspeição do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), em razão de sua atuação no caso do Banco Master. A investigação foi impulsionada por mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que indicam uma possível proximidade entre ele e o ministro.
Em resposta ao pedido da PF, Toffoli classificou as alegações como “ilações” e afirmou que o pedido é “juridicamente nulo”, uma vez que a PF não possui legitimidade para tal, não sendo parte no processo. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, levou o pedido de novas diligências ao presidente do STF, Edson Fachin, na segunda-feira (9).
Desdobramentos da investigação
As novas evidências encontradas no celular de Vorcaro incluem conversas que podem implicar outros indivíduos com prerrogativa de foro. A PF aguarda um encaminhamento técnico e jurídico para as investigações que foram abertas com base nas provas encontradas.
Toffoli, que é o relator do caso desde o seu início, determinou que todos os bens reunidos na segunda fase da Operação Compliance Zero fossem lacrados e enviados ao STF. Em janeiro de 2026, ele condicionou qualquer diligência na investigação à sua autorização prévia.
Críticas e reações
A defesa de Vorcaro criticou o que chamou de “vazamento seletivo” de informações, alegando que isso gera constrangimentos e prejudica o direito de defesa. Em nota, os advogados afirmaram que a divulgação de informações favorece ilações e narrativas equivocadas.
Além disso, o ministro Toffoli enfrentou desconfiança desde que assumiu o caso, especialmente após uma viagem ao Peru em um jatinho privado com o advogado de um dos diretores do Banco Master. Ele também é criticado por ter laços familiares com sócios de um resort de luxo ligado ao banco.
Opinião
A situação revela a complexidade das relações entre o sistema judiciário e o setor financeiro, levantando questões sobre a imparcialidade nas investigações e a necessidade de transparência.
