Economia

Petrobras decide reajustar querosene de aviação em 18% e evita crise nas passagens

Petrobras decide reajustar querosene de aviação em 18% e evita crise nas passagens

A Petrobras anunciou, em 1º de abril de 2026, que o reajuste no preço do querosene de aviação (QAV) será de apenas 18%, uma decisão que contraria o reajuste anterior previsto de 54,8%. A medida visa evitar uma disparada nos preços das passagens aéreas, que já estavam sob pressão devido à guerra no Oriente Médio.

Parcelamento do reajuste

A estatal informou que o aumento poderá ser parcelado em até 6 vezes, com a primeira parcela vencendo em julho de 2026. Essa estratégia foi elaborada para não impactar imediatamente as tarifas aéreas, que poderiam ter um aumento médio de 15% em um curto período, como já previsto por algumas companhias.

Justificativa da Petrobras

Em comunicado, a Petrobras justificou a redução do reajuste como uma forma de “preservar a demanda pelo produto” e “mitigar os efeitos do reajuste no setor de aviação brasileiro”. A empresa ainda destacou que essa decisão é uma resposta às tensões geopolíticas recentes, que elevaram as cotações internacionais dos derivados de petróleo.

Impacto no setor de aviação

A Vibra Energia, principal distribuidora de QAV nos aeroportos brasileiros, já havia confirmado que repassaria o reajuste anterior às companhias aéreas. Com a nova decisão da Petrobras, espera-se que a pressão sobre os preços das passagens aéreas seja aliviada no curto prazo. Contudo, já foi registrado um aumento médio de 15% nas tarifas em apenas 10 dias, conforme informações de sites de vendas de bilhetes.

Opinião

Essa mudança de estratégia da Petrobras reflete uma tentativa de equilibrar a saúde financeira do setor aéreo com as necessidades do mercado, em meio a um cenário de volatilidade e incertezas.

Opinião

A decisão da Petrobras pode ser vista como uma medida necessária para evitar uma crise no setor de aviação, mas os impactos a longo prazo ainda precisam ser monitorados.