O adolescente de 16 anos agredido pelo piloto de automobilismo Pedro Turra, de 19 anos, faleceu em 7 de outubro após 16 dias internado em um hospital no Distrito Federal. O caso, que ganhou repercussão nacional, gerou grande comoção e debates sobre a violência entre jovens.
A briga que resultou na tragédia foi supostamente motivada por ciúmes envolvendo uma ex-namorada de um amigo do agressor. Inicialmente, acreditava-se que o conflito teve início após o lançamento de um chiclete contra a vítima. O advogado do adolescente, Albert Halex, tem defendido essa versão em entrevistas.
Repercussão e prisões
Após o incidente, Pedro Turra foi preso em flagrante, mas liberado logo em seguida ao pagar uma fiança de R$ 24 mil, passando a responder ao inquérito por lesão corporal em liberdade. No entanto, novas evidências surgiram, levando à sua nova prisão em 30 de janeiro. A polícia apresentou provas de que Turra estava envolvido em outros casos de agressão, incluindo um incidente em que usou um taser contra uma adolescente de 17 anos.
No dia 5 de outubro, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, negou o habeas corpus solicitado pela defesa de Turra, que argumentava que o piloto possui residência fixa e colaborou com as investigações. Com a negativa, Turra permanece preso na penitenciária da Papuda, em Brasília.
Reações da sociedade
A morte do adolescente foi lamentada por diversas instituições e figuras públicas. A vice-governadora do DF, Celina Leão, expressou seu pesar em uma rede social, afirmando que a partida precoce de um jovem fere não apenas quem o amava, mas toda a sociedade. O Colégio Vitória Régia, onde o jovem estudava, também prestou homenagens, destacando as memórias que permanecerão vivas entre todos.
Opinião
A morte de um jovem em circunstâncias tão trágicas ressalta a urgência de discutir a violência entre adolescentes e a necessidade de medidas preventivas efetivas.
