A executiva nacional do PDT defendeu que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida pela eleição direta para escolher quem assumirá o mandato-tampão no Rio de Janeiro. Em nota divulgada nesta terça-feira (7), o partido afirma que o voto popular é o “caminho legítimo, democrático e capaz de restabelecer a confiança do povo fluminense em sua governança”.
A situação política no estado se agrava com a renúncia do governador Cláudio Castro e as vacâncias dos cargos de vice-governador e de presidente da Assembleia Legislativa, levando o Rio a um momento de instabilidade política e institucional. O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, destaca que “a resposta deve vir das urnas” e pede a convocação imediata de uma eleição direta para governador.
Decisão do STF e incertezas na gestão
O STF julgará na quarta-feira (8) qual deve ser o modelo de votação para definir quem sucederá Castro em um mandato-tampão até o fim do ano, se por voto direto da população ou indireto na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj). O PDT alerta que, numa hipótese de eleição indireta, o estado poderia ser gerido “sob incertezas e arranjos escusos”.
A tentativa de eleição na Alerj foi anulada pelo Tribunal de Justiça do Rio após uma ação do próprio PDT, que alegou que a presidência interina da Alerj não respeitou o regimento interno da Casa para realizar o pleito. Lupi, em sua nota, reforça que o Rio de Janeiro não pode ser gerido sob incertezas, fazendo referência à tentativa de eleger um novo presidente para assumir interinamente o governo.
Opinião
A situação política no Rio de Janeiro exige uma resposta rápida e eficaz que reflita a vontade popular e traga estabilidade ao estado.





