O Partido Novo anunciou uma nova regra que condiciona a candidatura ao Senado a um compromisso explícito com o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa medida, que entra em vigor em outubro de 2026, foi confirmada pelo deputado Marcel Van Hattem (RS) e tem como alvo principal os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
Segundo Van Hattem, a decisão visa combater o que o partido considera um “avanço de decisões arbitrárias” e o “desequilíbrio entre os Poderes”. O parlamentar ressaltou que, para concorrer ao Senado pelo Partido Novo, é imprescindível votar a favor do impeachment de ministros do STF. Aqueles que não cumprirem essa regra serão expulsos do partido.
Esta nova diretriz ocorre em um contexto de tensão política, onde o Partido Novo já demonstrou sua disposição em agir contra a presidência do Senado, que, segundo eles, tem sido omissa. Van Hattem lembrou que a sigla não hesitou em expulsar seu fundador, João Amoedo, após ele declarar apoio ao presidente Lula.
Pressão e Mobilização
Além das ações no Congresso, o Partido Novo tem buscado exercer pressão política através de denúncias internacionais sobre abusos institucionais e uma representação contra o senador Davi Alcolumbre, que é acusado de omissão em relação a pedidos de investigação e impeachment. A mobilização popular também faz parte da estratégia, com apoio a manifestações que pedem a responsabilização de magistrados.
Pré-candidatos Confirmados
Até o momento, três pré-candidatos do Partido Novo já aderiram ao compromisso de impeachment: Marcel Van Hattem (RS), Ricardo Salles (SP) e Deltan Dallagnol (PR). O partido acredita que o impeachment de ministros do STF é uma medida essencial para a construção de um Brasil mais forte e justo.
Opinião
A nova regra do Partido Novo evidencia a crescente polarização política no Brasil e o desejo de alguns setores de confrontar diretamente o Judiciário, o que pode ter implicações significativas para o futuro da democracia no país.





