No último domingo, 18 de setembro, o Parque Estadual do Tainhas foi o cenário da 9ª Volta Ecociclística, que contou com a participação de 510 ciclistas. O percurso de 23 quilômetros, que se estendeu entre o Passo do “S” e o Passo da Ilha, consolidou o evento como o maior já realizado desde sua criação.
Um marco para o ciclismo ecológico
O número recorde de participantes reflete a crescente popularidade do ciclismo ecológico nos Campos de Cima da Serra, transformando o evento em um importante movimento cultural. O Parque, criado em 1975 e com mais de 6.600 hectares de áreas de campos, matas com araucárias e rios cristalinos, representa um espaço de conservação que enfrenta desafios entre preservação e uso econômico.
Um percurso cheio de simbolismo
O trajeto da Volta Ecociclística não é apenas uma estrada de terra; é uma metáfora da relação complexa entre a sociedade e a natureza. Os ciclistas que enfrentam lama e pedras estão, na verdade, vivenciando o dilema de equilibrar desenvolvimento e conservação. O evento se destaca em comparação a iniciativas urbanas como as ciclovias de Porto Alegre e maratonas de São Paulo, pois devolve protagonismo ao espaço natural.
Reconhecimento e desafios
A gestora do parque, Ketulyn Marques, ressaltou que a Volta incentiva o turismo de baixo impacto e sensibiliza a população para a conservação ambiental. No entanto, o evento também evidencia a necessidade de políticas públicas permanentes para parques estaduais, evitando que o Tainhas se torne apenas uma área protegida invisível para a sociedade.
Comunidade unida pelo evento
Mais de 800 pessoas estiveram envolvidas na realização do evento, incluindo voluntários, equipes de saúde e empresas locais. Essa mobilização demonstra que a Volta Ecociclística é um esforço coletivo, sustentado pela sociedade civil, que se une para promover a conservação e o turismo sustentável.
Um parque repleto de biodiversidade
O Parque Estadual do Tainhas abriga diversas espécies, como a seriema, a perdiz, o tatu-mulita e o graxaim-do-campo, representando uma biodiversidade que resiste. Ao pedalar por esse espaço, os ciclistas não apenas praticam esporte, mas também cruzam territórios que contam a história natural do Rio Grande do Sul.
Opinião
A 9ª Volta Ecociclística não é apenas um recorde de participantes, mas também um forte símbolo de resistência e conscientização sobre a importância da conservação ambiental em tempos de crise global.





