Na última terça-feira, 17 de outubro, a Polícia Civil de Dourados prendeu uma mãe e o padrasto de uma criança de um ano e oito meses por espancamento. O motivo alegado pelos agressores foi que o bebê não parava de chorar.
O caso veio à tona após a mãe levar a criança à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, onde foram constatados diversos hematomas e marcas de agressões. Entre as lesões, o bebê apresentava hematomas na região dos olhos, uma lesão na testa, marcas de mordida nas costas e dor intensa na perna esquerda, onde foi confirmada uma fratura no fêmur por meio de raio-x.
Investigação e Confissão
A equipe médica, ao perceber a gravidade das lesões, não acreditou na versão apresentada pela mãe e o padrasto, que alegaram que a criança havia caído da cama. A situação levou à denúncia à Guarda Municipal, que acionou a Polícia Civil.
O padrasto, de 19 anos, foi interrogado e confessou ser o responsável pelas agressões, afirmando que a mãe, também de 19 anos, participou da violência. Ele admitiu ter agredido a criança com chutes no rosto e a arremessado de volta à cama, causando as lesões. A violência ocorreu na casa onde moravam.
Consequências Legais
Ambos foram autuados em flagrante pelo crime de maus-tratos. Devido à gravidade das lesões, a Justiça determinou a prisão preventiva. O homem foi transferido para a Penitenciária Estadual de Dourados (PED) no dia 19 de outubro, enquanto a mãe aguarda uma vaga em um presídio feminino.
A criança permanece internada sob cuidados médicos e com acompanhamento da rede de proteção.
Opinião
Casos como este revelam a necessidade urgente de proteção e vigilância em relação à segurança das crianças em nosso país.
