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Oruam é considerado foragido após revogação de liberdade e 66 violações

Oruam é considerado foragido após revogação de liberdade e 66 violações

Após a decisão da 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro em 3 de outubro de 2023, o rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, é considerado foragido. A Polícia Civil tentou cumprir a medida de prisão em sua residência, mas não conseguiu localizá-lo.

O rapper, que responde por tentativa de homicídio qualificado contra policiais civis, estava em liberdade sob monitoramento eletrônico. Contudo, a revogação da liminar que permitia sua liberdade foi decidida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) após relatos da Coordenação de Monitoração Eletrônica da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) sobre 66 violações de suas obrigações.

Violação e Monitoramento

Desde 30 de setembro de 2025, Oruam utilizava a tornozeleira eletrônica e, desde 1º de novembro do mesmo ano, acumulou 66 violações, sendo 21 delas graves apenas em 2026. As infrações incluem não carregar o dispositivo e longos períodos com o equipamento desligado.

Após a troca da tornozeleira em 9 de dezembro de 2025, a Seap constatou danos eletrônicos no equipamento, indicando descaso por parte do rapper. As violações foram comunicadas ao Judiciário, que inicialmente não decretou a prisão preventiva devido à liminar do STJ.

Decisão Judicial

Com a revogação da liminar, a juíza Tula Corrêa de Mello determinou a prisão preventiva de Oruam, afirmando que as medidas alternativas eram insuficientes para garantir a ordem pública e a efetividade do processo penal.

Acusações e Contexto

O rapper Oruam é réu em um processo que investiga a tentativa de homicídio qualificado contra os policiais civis Moyses Santana Gomes e Alexandre Alves Ferraz. O incidente ocorreu em 22 de julho de 2025, durante uma operação policial na casa do rapper, onde ele e outros indivíduos atacaram os oficiais com pedras.

Além disso, Oruam é filho do traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, que atualmente cumpre pena em uma penitenciária federal.

Opinião

A situação de Oruam levanta questões sobre a eficácia do monitoramento eletrônico e a necessidade de medidas mais rigorosas para garantir a segurança pública.