Em uma ação contundente, a Operação Fisco Paralelo foi deflagrada no dia 26 de março de 2026, visando desmantelar um esquema de fraudes tributárias que envolve 16 pessoas ligadas à Secretaria da Fazenda do estado de São Paulo. A operação se concentra na manipulação irregular de créditos de ICMS e no pagamento de propinas a servidores públicos.
Este desdobramento é parte da Operação Ícaro, que já havia revelado fraudes que ultrapassam a cifra de R$ 1 bilhão no ano anterior, envolvendo grandes redes varejistas como a Ultrafarma e a Fast Shop. Embora novas grandes redes estejam sob investigação, seus nomes ainda não foram divulgados.
Investigação e Ações
De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), a operação é resultado de investigações que revelaram um esquema estruturado de corrupção, com indícios de manipulação indevida de procedimentos fiscais e lavagem de dinheiro. A Sefaz-SP informou que está colaborando com as investigações e que 33 procedimentos administrativos estão abertos para apurar possíveis irregularidades.
A operação cumpriu 22 mandados de busca e apreensão em locais estratégicos, incluindo a capital paulista e cidades como Campinas, Vinhedo e São José dos Campos. Os alvos incluem imóveis de alto padrão, como um condomínio de luxo em Tamboré e residências no bairro de Moema.
Corrupção e Lavagem de Dinheiro
Os promotores destacam que a investigação aponta indícios de corrupção em pelo menos cinco órgãos fazendários, incluindo delegacias regionais em Lapa, Butantã, ABCD e Osasco, além da Diretoria de Fiscalização. Os crimes apurados incluem organização criminosa, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.
A Sefaz-SP reafirmou seu compromisso com a ética e com a justiça fiscal, enfatizando que a Corregedoria da Fiscalização Tributária está atuando em conjunto com o MPSP. O órgão também enfatizou que as investigações podem resultar em sanções, incluindo demissões.
Opinião
A Operação Fisco Paralelo evidencia a necessidade de um rigoroso controle sobre a administração tributária, sendo essencial para restabelecer a confiança da população nas instituições públicas.





