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OpenClaw expõe dados pessoais e gera alerta de segurança entre especialistas

OpenClaw expõe dados pessoais e gera alerta de segurança entre especialistas

A nova fronteira da inteligência artificial não se limita mais a responder perguntas, mas avança para o controle direto do computador do usuário. O caso mais recente que exemplifica essa tendência é o Moltbot, que foi renomeado para OpenClaw devido a uma disputa legal com a Anthropic, criadora do modelo Claude. Este software promete assumir o mouse e o teclado para realizar tarefas automaticamente, mas sua execução levantou sérias preocupações de segurança.

Em questão de dias, o OpenClaw expôs arquivos pessoais e abriu brechas para golpes digitais. Diferente de chatbots que operam na nuvem, ferramentas como o OpenClaw são instaladas diretamente no sistema operacional, o que gera um paradoxo: para serem úteis, precisam de acesso total a pastas e e-mails, mas isso derruba as barreiras de proteção contra vírus e invasões.

Especialistas alertam sobre riscos

O entusiasmo inicial com o OpenClaw rapidamente se transformou em cautela por parte de especialistas, que o classificaram como imaturo e perigoso para o usuário comum. Relatos indicam que extensões maliciosas foram criadas para roubar dados de quem instalou o programa. O software, que se propõe a ser um assistente digital, apresenta vulnerabilidades que permitem o sequestro por comandos externos e o risco de execução de código malicioso.

Como funciona o OpenClaw?

O OpenClaw conecta modelos de linguagem diretamente às funções do computador, permitindo que ele execute tarefas como abrir o Excel, preencher dados e enviar e-mails. Contudo, essa autonomia é alarmante, pois o agente tem acesso a informações sensíveis, como cookies de navegação, senhas salvas e documentos pessoais.

Riscos de segurança e recomendações

Os principais perigos incluem a exposição invisível de dados e a possibilidade de um erro de interpretação do agente, que pode resultar em ações indesejadas, como deletar arquivos importantes. Além disso, o acesso a sites infectados pode levar à instalação de malwares sem que o usuário perceba.

Os especialistas recomendam cautela: usuários leigos não devem instalar ferramentas como o OpenClaw em seus computadores principais, onde acessam informações bancárias e pessoais. É importante verificar permissões, desconfiar de tutoriais que exigem códigos desconhecidos e evitar ferramentas recém-lançadas que estão em alta.

Opinião

O caso do OpenClaw evidencia a necessidade de um debate mais amplo sobre a segurança das novas tecnologias, especialmente quando envolvem dados sensíveis e acesso direto ao sistema do usuário.