As vendas do Ozempic, medicamento para diabetes da Novo Nordisk, caíram pela primeira vez na região da Grande China, refletindo a crescente concorrência no mercado. Essa queda, que foi de 7%, representa um desafio significativo para a gigante dinamarquesa de medicamentos, que já havia alertado sobre uma possível diminuição nos lucros.
No ano de 2025, as vendas do Ozempic totalizaram cerca de 5,4 bilhões de coroas dinamarquesas (equivalente a US$ 853 milhões), o que representa uma parte considerável das operações da empresa. A Grande China foi responsável por 14% das vendas internacionais da Novo Nordisk, excluindo o mercado dos Estados Unidos.
Concorrência crescente
A aprovação do Ozempic na China ocorreu em 2021, e até o ano passado, o medicamento havia mostrado apenas crescimento nas vendas. Contudo, a situação mudou com a introdução de novos concorrentes, como o Mounjaro, da Eli Lilly, e o mazdutide, da Innovent Biologics. Recentemente, o efsubaglutide alfa, da Guangzhou Innogen, também foi aprovado, aumentando a pressão sobre o Ozempic.
Além disso, a inclusão dos medicamentos da Eli Lilly e da Innogen no plano de saúde estatal da China para pacientes com diabetes tipo 2, no mês passado, intensificou a competição. A Sciwind Biosciences também anunciou a aprovação de seu tratamento para diabetes tipo 2, o Xianyida, em um cenário que se torna cada vez mais desafiador para a Novo Nordisk.
Perspectivas sombrias
O diretor financeiro da Novo Nordisk, Karsten Munk Knudsen, comentou sobre a situação, afirmando que a empresa ainda mantém uma posição de mercado forte com o Ozempic, apesar da baixa penetração. No entanto, ele reconhece que a concorrência está aumentando, o que pode impactar os resultados futuros da empresa.
Opinião
A queda nas vendas do Ozempic na Grande China é um sinal claro da intensa competição no setor de medicamentos para diabetes, o que pode exigir da Novo Nordisk uma estratégia mais agressiva para manter sua liderança no mercado.
