Quatro pessoas permanecem internadas em hospitais do Distrito Federal após serem atingidas por um raio durante um ato realizado em Brasília no dia 25 de setembro. O evento, que marcou o fim de uma caminhada promovida pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), resultou em 89 vítimas no total, das quais 47 foram levadas a unidades de pronto-atendimento.
Segundo informações do Corpo de Bombeiros do DF, os feridos apresentaram diversos quadros clínicos, incluindo queimaduras, taquicardia, torção e hipotermia. A Secretaria de Saúde do DF relatou que, no Hospital Regional da Asa Norte, três pacientes seguem internados, enquanto um paciente foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santa Marta, onde também permanece internado.
O Hospital de Base, que recebeu 27 feridos, informou que, na manhã de segunda-feira, quatro pacientes ainda estavam em observação, mas todos receberam alta até o fim da tarde. Os pacientes liberados relataram calafrios mesmo após o atendimento, evidenciando a gravidade do incidente.
Entre os afetados, o auxiliar de manutenção Cleodemiro Toletino Porto, de 45 anos, relatou ter sentido um choque elétrico no momento em que o raio atingiu a área do ato. Ele descreveu o pânico que se instalou, com várias pessoas caindo ao chão. Outro participante, Renato Gadea, que estava com sua esposa, afirmou que o casal tentou acalmar os presentes enquanto esperavam pelos socorros, que demoraram a chegar.
O ato, que visava mobilizar apoiadores em defesa da anistia de Jair Bolsonaro, teve apenas a presença de Nikolas Ferreira, já que o pastor Silas Malafaia, esperado no evento, não compareceu. Em seu discurso, o deputado fez críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à cúpula do Congresso, sem mencionar as vítimas do incidente.
Opinião
O incidente destaca a necessidade de maior atenção à segurança em eventos públicos, principalmente em condições climáticas adversas.
