A minissérie Emergência Radioativa, que chega à Netflix em 18 de março, reconta a história do acidente radiológico do Césio-137, ocorrido em Goiânia em 1987. Esta tragédia deixou um legado de vítimas fatais e consequências que perduram até hoje.
A produção dramatiza a luta de médicos, físicos e funcionários públicos para salvar os moradores da região e conter os avanços da radiação. A série é estrelada por Johnny Massaro, que interpreta o físico Márcio, e Paulo Gorgulho, entre outros.
O que foi o acidente do Césio-137?
O acidente se deu quando aparelhos de radioterapia foram retirados de uma clínica abandonada e revendidos a um ferro-velho. O trabalhador Devair Ferreira desmontou uma cápsula da máquina, expondo o Césio-137, uma substância altamente radioativa. Sem saber dos riscos, Ferreira compartilhou a descoberta com sua esposa, Maria Gabriela, e outros familiares, incluindo crianças, que acabaram contaminados.
Como resultado, foram registradas quatro vítimas fatais imediatas: Leide, sobrinha de Devair, Maria Gabriela, e dois funcionários do ferro-velho, Israel e Admilson. Além disso, cerca de 100 mortes estão relacionadas à contaminação, e estima-se que até 1.600 pessoas possam ter sido afetadas.
Consequências do acidente
O impacto do acidente foi devastador, resultando na produção de aproximadamente 13.500 toneladas de lixo radioativo, incluindo roupas e móveis de moradores locais. A radiação na região ainda é monitorada, mas muitas vítimas, conhecidas como radioacidentados, enfrentam dificuldades para obter apoio médico e financeiro, apesar de terem direito a pensões e acompanhamento médico vitalício.
Devair Ferreira, que também sofreu com os efeitos da contaminação, morreu em 1994, após desenvolver câncer. Seu irmão, Ivo, e outros afetados também enfrentaram sérios problemas de saúde.
Opinião
A minissérie Emergência Radioativa é uma importante lembrança da tragédia que marcou a história do Brasil e das consequências que ainda afetam muitos cidadãos.






