O empresário Nelson Tanure se manifestou após ser surpreendido com um pedido de busca pessoal emitido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 14 de setembro. Em nota, Tanure afirmou que atendeu ao pedido com “respeito e prontidão” e negou ser controlador ou sócio do extinto Banco Master.
“Não fui nem sou controlador do extinto Banco Master, tampouco seu sócio, ainda que minoritário, direta ou indiretamente”, declarou. Ele também negou qualquer ligação societária indireta com a instituição, incluindo opções e debêntures conversíveis em ações.
Tanure destacou que suas relações com o Banco Master foram estritamente comerciais, atuando sempre como cliente ou aplicador. “Mantivemos com o referido banco relações estritamente comerciais, sempre na condição de cliente ou aplicador, assim como fazemos com outras instituições financeiras no Brasil e no exterior”, disse.
O empresário explicou que suas interações com o banco envolveram aplicações financeiras e operações de crédito, sem ingerência na gestão ou conhecimento das operações internas. Ele enfatizou que todas as transações foram realizadas em conformidade com a legislação vigente.
Além disso, Tanure afirmou não ter participação ou conhecimento das relações do Banco Master com outras instituições financeiras, como Reag, BRB e Fictor. “Há bastante tempo vínhamos reduzindo gradualmente nossa exposição ao referido banco. Neste momento, os valores eventualmente remanescentes correspondem a perdas suportáveis, próprias de operações de tomadores de risco”, explicou.
O empresário também mencionou que seu celular foi recolhido durante a busca, descrevendo a situação como uma “cena inusitada” em sua trajetória de mais de 50 anos de vida empresarial. Ele expressou confiança nas investigações e na seriedade das autoridades, afirmando que seus vínculos com o Banco Master foram totalmente lícitos, apesar dos prejuízos enfrentados.
Opinião
A situação de Nelson Tanure levanta questões sobre a transparência nas relações comerciais no setor financeiro e a importância de esclarecimentos diante de investigações.





