O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) solicitou ao ministro Jhonatan de Jesus a adoção de medidas para investigar doações feitas pelo Banco Master em campanhas eleitorais. O pedido foi formalizado na sexta-feira, 30 de setembro de 2023, pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado.
A liquidação extrajudicial do Banco Master foi decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, em meio a uma grave crise de liquidez e comprometimento da situação econômico-financeira da instituição. O Tribunal de Contas da União (TCU) está atualmente fiscalizando a legalidade desse processo de liquidação, sob a relatoria de Jhonatan de Jesus.
Pedido de Investigação
No ofício enviado ao TCU, o MPTCU questionou se seria apropriado ao tribunal examinar as doações do Banco Master em campanhas eleitorais. Lucas Furtado argumentou que tal análise poderia aumentar a transparência sobre o financiamento de campanhas e contribuir para uma melhor compreensão do escândalo envolvendo a instituição e os diversos atores implicados.
O subprocurador também reconheceu que o TCU poderia considerar essa investigação como competência da Justiça Eleitoral. Caso essa seja a conclusão, o ofício sugere que o Ministério Público Eleitoral seja acionado para tomar as providências necessárias.
Reunião e Inspeção
A realização de uma diligência no Banco Central foi acordada em uma reunião ocorrida em setembro de 2023, que contou com a participação de diretores e do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, além do presidente do TCU, Vital do Rêgo, e do ministro Jhonatan de Jesus. A inspeção de documentos relacionados à liquidação do Banco Master está em andamento e faz parte do trâmite instrutório conduzido pela área técnica do TCU.
O caso, que já estava na pauta do TCU desde dezembro do ano passado, será submetido ao plenário após a conclusão do encaminhamento, com o voto do relator.
Opinião
A investigação das doações do Banco Master é essencial para garantir a transparência e a integridade do sistema eleitoral brasileiro.





