O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) anunciaram mudanças significativas para a safra da Tainha em 2026. A cota da espécie terá um aumento de cerca de 20% em relação ao ano anterior, refletindo a avaliação mais recente do estoque da Tainha (Mugil liza).
Limite de Captura e Distribuição das Cotas
O limite de captura total para a Tainha em 2026 foi fixado em 8.168 toneladas. A distribuição das cotas será feita da seguinte maneira:
720 toneladas para cerco/traineira na região Sudeste e Sul, 1.094 toneladas para emalhe anilhado em Santa Catarina, 2.070 toneladas para emalhe costeiro de superfície, 1.332 toneladas para arrasto de praia e 2.760 toneladas para captura no estuário da Lagoa dos Patos.
Portaria Interministerial e Avanços na Gestão Pesqueira
A decisão foi formalizada na Portaria Interministerial MPA/MMA nº 51, de 27 de fevereiro de 2026. A portaria também traz alterações nos procedimentos de encerramento do emalhe anilhado, visando evitar a extrapolação de cotas. O Grupo de Trabalho (GT) Tainha foi consolidado com 10 representações de cada estado das regiões Sudeste e Sul, após 20 reuniões que envolveram mais de 800 pessoas.
O contato mais próximo com os pescadores tem garantido maior transparência e segurança no acompanhamento das cotas. O Painel de Monitoramento da Temporada de Pesca da Tainha será atualizado regularmente, utilizando o sistema PesqBrasil, que facilita o registro e a consolidação dos reportes.
Opinião
A gestão por cotas de captura é essencial para a sustentabilidade da pesca da Tainha, garantindo que tanto os pescadores quanto o meio ambiente sejam respeitados.






