O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a divulgação do laudo médico da Polícia Federal sobre o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro. O documento, divulgado em 6 de outubro de 2023, concluiu que Bolsonaro não necessita ser transferido para um hospital, mas que seus cuidados de saúde devem ser aprimorados devido ao risco de complicações.
Após um exame físico realizado em 20 de janeiro de 2023, os peritos identificaram que o ex-presidente possui sete problemas crônicos de saúde, que incluem hipertensão arterial sistêmica, síndrome da apneia obstrutiva do sono grave, obesidade clínica, aterosclerose sistêmica, doença do refluxo gastroesofágico, queratose actínica e aderências intra-abdominais. Apesar das comorbidades, o laudo afirma que “tais comorbidades não ensejam, no momento, necessidade de transferência para cuidados em nível hospitalar”.
Os médicos enfatizaram que é necessário otimizar os tratamentos e as medidas preventivas para evitar eventos cardiovasculares. Além disso, o laudo destacou que Bolsonaro não apresentou queixas de depressão ou pneumonia aspirativa, embora tenha demonstrado certo abatimento durante a entrevista.
Recomendações e acompanhamento
As recomendações dos peritos incluem acompanhamento nutricional e atividade física regular, além de tratamento fisioterápico contínuo. Moraes também determinou que a defesa e a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestem sobre o laudo em um prazo de cinco dias. Após isso, o ministro reavaliará os pedidos dos advogados para que Bolsonaro receba prisão domiciliar por razões humanitárias, considerando seu estado de saúde e idade.
Opinião
A situação de saúde de Jair Bolsonaro levanta questões sobre as condições de detenção e os cuidados necessários para garantir seu bem-estar, refletindo um dilema ético e jurídico.
