Entre os dias 31 de março e 1º de abril, o Arquivo Nacional sediou um evento que discutiu a relevância dos arquivos históricos na preservação da memória sobre a ditadura militar no Brasil. Durante o evento, foram apresentados documentos de 1976 que denunciavam violações de direitos humanos na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).
Os documentos revelam que muitos estudantes da Unirio eram alvos de abusos por parte de agentes da ditadura, que faziam plantão diário na porta da escola. O material, que inclui detalhes sobre os veículos dos agentes, foi destacado pela diretora do Arquivo Nacional, Mônica Lima, que enfatizou a importância da preservação de documentos históricos para a luta pela verdade e pela memória.
Importância da preservação
Mônica Lima afirmou que “os documentos preservados pelo Arquivo Nacional e disponibilizados para acesso público contribuem para a pesquisa histórica e para o direito à memória e à verdade”. Ela reforçou que esses arquivos ajudam a sociedade a entender melhor sua própria história e a reafirmar valores democráticos.
Relatos de luta e resistência
A historiadora e fundadora do Grupo Tortura Nunca Mais, Cecília Coimbra, também participou do evento e falou sobre a importância do acesso a arquivos do Departamento de Ordem Política e Social (Dops). Ela relatou que, desde a década de 1980, os movimentos sociais têm buscado documentos que ajudem a esclarecer o destino de desaparecidos políticos. “Conseguimos encontrar depoimentos de pessoas desaparecidas que estavam no Dops”, disse Cecília, ressaltando que a luta por justiça continua.
A ativista Maria Fabiana Almeida, do Grupo Madres de Plaza de Mayo, compartilhou sua experiência de ter um irmão desaparecido durante a ditadura argentina. Ela lembrou que, no último dia 24 de março, a Argentina commemorou os 50 anos do golpe militar de 1976. Maria Fabiana destacou a importância de lembrar as violações de direitos humanos e de manter viva a luta por justiça.
Opinião
Eventos como este são cruciais para que a sociedade não esqueça os horrores do passado e continue lutando por um futuro onde os direitos humanos sejam respeitados.





