A plataforma Mulher Segura, desenvolvida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), foi lançada em março de 2026 como uma ferramenta estratégica para enfrentar a violência contra a mulher no Brasil. A iniciativa, que integra o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, reúne dados relevantes sobre feminicídios e busca fortalecer a rede de proteção às vítimas.
Dados alarmantes sobre feminicídios no Brasil
Em 2025, o Brasil registrou 1.561 vítimas de feminicídio, evidenciando a gravidade da violência contra as mulheres no país. Desses casos, 28,4% ocorreram nas residências das vítimas, o que indica um padrão preocupante de violência doméstica. A idade média das vítimas é de 36,8 anos, com predominância de mulheres pardas, que representam 44,6% do total de vítimas.
O papel do companheiro como agressor
Os dados também revelam que o companheiro é o agressor mais comum em casos de feminicídio. Dentre as vítimas, 481 mulheres tinham registros anteriores de violência contra o agressor, o que destaca a necessidade de um sistema de proteção mais eficaz. O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, enfatizou a importância de garantir que a busca por ajuda resulte em proteção real para as mulheres.
Inteligência operacional e prevenção
A plataforma promove a articulação de dados de diversos sistemas estaduais de segurança pública, permitindo a identificação de padrões de risco e a formulação de políticas públicas mais eficazes. Com isso, o MJSP espera qualificar o atendimento às vítimas e aprimorar a resposta institucional diante da violência de gênero.
Perfil das vítimas e padrões de violência
A análise do perfil das vítimas mostra que a maioria possui entre 25 e 44 anos, e que a residência é o local mais comum para a ocorrência de feminicídios. Além disso, a violência tende a se intensificar ao longo do tempo, com muitas vítimas registrando múltiplas ocorrências de violência doméstica antes do feminicídio.
Opinião
A criação da plataforma Mulher Segura é um passo importante para a proteção das mulheres no Brasil, mas é fundamental que as autoridades garantam que as informações resultem em ações efetivas de prevenção e proteção.





