Política

Ministro Luiz Marinho descarta compensação a empresas com fim da escala 6×1

Ministro Luiz Marinho descarta compensação a empresas com fim da escala 6x1

O Ministro Luiz Marinho, do Trabalho e Emprego, anunciou que o governo não irá oferecer compensação financeira às empresas caso avance a proposta de redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Essa decisão foi comunicada durante um evento do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis, onde Marinho destacou que não há previsão de incentivos ou desonerações para o setor.

Os empresários têm manifestado preocupações sobre os impactos econômicos que essa medida pode acarretar. Um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV-Ibre) aponta que a mudança pode resultar na perda de cerca de 638 mil empregos formais e uma redução de 0,7% no PIB, afetando principalmente os setores de construção, comércio e agropecuária.

Proposta de redução da jornada de trabalho

A proposta do governo prevê uma jornada máxima de 40 horas semanais com duas folgas, mantendo a possibilidade de negociação coletiva sobre a organização dos turnos. Marinho também mencionou que para setores que operam de forma contínua, como os serviços 24 horas, as regras poderão ser ajustadas por acordos entre empresas e trabalhadores.

Discussão e benefícios indiretos

Embora haja projeções pessimistas, o ministro defendeu que a redução da jornada pode trazer benefícios indiretos às empresas, como aumento da produtividade e diminuição de problemas como faltas e acidentes. Ele também afirmou que não vê impedimentos para discutir o tema em um ano eleitoral, apesar das críticas da oposição, que considera a proposta populista.

Opinião

A proposta de mudança na jornada de trabalho levanta questões importantes sobre a sustentabilidade do emprego no país e os reais benefícios que podem ser obtidos com a redução da carga horária.