O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, reafirmou a intenção do governo em promover a redução de horas trabalhadas de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição de salários. A declaração foi feita em um videocast e chamou atenção para a escalada da discussão sobre a jornada de trabalho no Brasil.
Marinho destacou que a escala 6 x 1 é considerada a mais cruel e que o foco deve ser na jornada máxima, a qual ele acredita que deve ser revista. “A jornada máxima do Brasil é a prioridade do debate. Para acabar com a 6×1, é essencial reduzir a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais”, afirmou.
Tramitação da Proposta
A proposta de emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com a 6×1 foi apresentada pelos deputados Erika Hilton (PSOL-SP) e Reginaldo Lopes (PT-MG) e chegou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em 9 de fevereiro. O texto sugere que a jornada de trabalho não ultrapasse 8 horas diárias, 40 horas semanais e que sejam concedidos dois dias de folga, ao invés de um dia de descanso para seis trabalhados.
O deputado Paulo Azi (União-BA) foi designado relator da proposta, mas o partido União Brasil já manifestou sua oposição à mudança, articulando estratégias para adiar a tramitação e evitar que o tema chegue ao plenário da Câmara.
Impacto e Expectativas
A discussão sobre a jornada de trabalho e a escala 6 x 1 tem ganhado destaque, especialmente entre os jovens trabalhadores que buscam mais tempo livre. O ministro Marinho reforçou que o objetivo é garantir melhores condições de trabalho e um equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
Opinião
A proposta de redução das horas trabalhadas é um passo importante para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros, mas a oposição deve ser considerada para um debate mais amplo e justo.






