O Ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou recentemente a favor da prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O placar da votação está em 4 a 2, com o Ministro André Mendonça também optando pela extensão dos trabalhos.
Fux argumentou que os parlamentares que assinaram o requerimento de prorrogação têm o direito à medida. Ele destacou que “sendo prerrogativa das minorias a instauração da CPMI, é natural e indispensável que essa prerrogativa também alcance a prorrogação de suas atividades”.
Decisão e Votos Contrários
O voto de Mendonça, que é o relator do caso, permite a prorrogação por até 60 dias. Os votos contrários vieram dos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Nunes Marques.
Ainda há quatro votos pendentes na votação, que continua em andamento. O requerimento de prorrogação foi apresentado pelo senador Carlos Viana, que também pediu um prazo de 48 horas para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, faça a leitura do requerimento.
Prorrogação da CPMI
Na última segunda-feira, Mendonça havia dado o prazo para a leitura do requerimento, atendendo ao pedido de liminar de Viana. O senador alegou que houve omissão por parte de Alcolumbre e da Mesa Diretora ao não receberem o requerimento de prorrogação.
Diante da inércia do presidente do Senado, Viana decidiu prorrogar a CPMI por até 120 dias e suspendeu a sessão até o fim do julgamento no STF, aguardando a decisão final.
Opinião
A prorrogação da CPMI do INSS reflete a complexidade e a tensão do cenário político atual, destacando a importância do debate democrático e a atuação das minorias no Congresso.





