O Ministro Dias Toffoli se afastou da relatoria do Caso Master, gerando reações de apoio de partidos políticos. O presidente do Solidariedade, Paulo Pereira da Silva, conhecido como Paulinho da Força, declarou que os partidos não podem permanecer em silêncio diante dos “excessos” nas críticas direcionadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em uma nota divulgada, o Solidariedade criticou o que chamou de “linchamento moral” de autoridades públicas e ressaltou a trajetória institucional de Toffoli, destacando sua liderança no Judiciário, especialmente durante a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições gerais e sua atuação durante a pandemia de Covid-19.
Reações e Apoio
Os dirigentes do Solidariedade afirmam que não se pode permitir que corporações e uma parte da mídia promovam um linchamento moral baseado em pré-julgamentos e vazamentos seletivos de informações. A nota conjunta, datada de 13 de outubro, foi apoiada por outros partidos, incluindo o União Brasil e o Partido Progressistas, que também expressaram preocupação com as narrativas que colocam a opinião pública contra Toffoli.
A Federação União Progressista enfatizou a necessidade de se ponderar sobre as injustiças que ocorrem quando uma versão é repetida sem uma base sólida. Os dirigentes reafirmaram a confiança na integridade do ministro e alertaram que atacar Toffoli enfraquece não apenas um servidor da Nação, mas também os pilares do sistema democrático.
Decisões e Consequências
Após a reunião entre os ministros do STF, que não votou pela suspeição de Toffoli, a relatoria do Caso Master agora está sob a responsabilidade do ministro André Mendonça. Apesar do afastamento, as decisões já proferidas mantêm sua validade, enquanto surgem suspeitas sobre um vazamento de uma gravação da reunião reservada, que teria sido atribuída ao próprio Toffoli.
Opinião
O apoio de partidos a Toffoli reflete a preocupação com o respeito às instituições e a necessidade de um debate justo e equilibrado sobre as decisões judiciais.
