O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou uma nova decisão que impacta a atuação da Polícia Federal no caso Banco Master. Em 16 de janeiro de 2026, Toffoli reduziu o prazo para a realização dos depoimentos dos investigados de cinco para apenas dois dias. A medida gera tensão entre os envolvidos e a PF.
Prazo e convocados
Os depoimentos, que devem ocorrer entre os dias 23 e 28 de janeiro, incluem figuras importantes como Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, e Luiz Antônio Bull, ex-diretor da instituição. A nova decisão foi motivada por um pedido da própria Polícia Federal, que solicitou um novo cronograma de oitivas.
Justificativa de Toffoli
Toffoli alegou que a redução do prazo se deve a “limitação de pessoal e disponibilidade de salas” nas dependências do STF. Além disso, o ministro centralizou o processo em seu gabinete, o que gerou uma crise de relacionamento com a Polícia Federal no final do ano passado.
Operação Compliance Zero
A nova decisão de Toffoli ocorre em meio à Operação Compliance Zero, que investiga parentes de Daniel Vorcaro. O magistrado expressou insatisfação com atrasos no cumprimento da segunda fase da operação, que visava a coleta de provas contra parentes e aliados do banqueiro.
Implicações e reações
A mudança no prazo e a centralização do processo têm levantado preocupações sobre a eficácia das investigações e a relação entre o STF e a Polícia Federal. A expectativa é que novos convocados sejam anunciados até 19 de janeiro.
Opinião
A decisão de Toffoli ressalta a complexidade das investigações e a necessidade de um equilíbrio entre a agilidade dos processos e a capacidade operacional do STF.
