Política

Ministro Dias Toffoli autoriza busca em caso de R$ 12,2 bilhões do Banco Master

Ministro Dias Toffoli autoriza busca em caso de R$ 12,2 bilhões do Banco Master

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), está no centro de uma polêmica relacionada à investigação sobre crimes financeiros no Banco Master, envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. O caso apura a negociação de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito fraudulentas com o Banco de Brasília (BRB).

Recentemente, o gabinete de Toffoli afirmou que ele tem atendido aos pedidos da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal. Entre as ações autorizadas estão operações de busca e apreensão, prisões temporárias e a quebra de sigilo bancário de 101 pessoas e empresas.

Críticas e Defensores

A atuação de Toffoli no caso gerou críticas, especialmente após surgirem informações sobre o envolvimento de dois de seus irmãos com fundos de investimento ligados ao Banco Master. Além disso, imagens do ministro com um empresário do setor e sua viagem a Lima, no Peru, com um advogado de um dos alvos da investigação levantaram questionamentos sobre sua imparcialidade.

Em defesa de sua conduta, o gabinete do ministro destacou que ele foi sorteado como relator por livre distribuição, afastando qualquer alegação de interferência. A PGR também se manifestou a favor da permanência de Toffoli no caso, apesar dos pedidos de parlamentares da oposição para seu afastamento.

Sigilo e Operação Compliance Zero

Sobre o nível de sigilo do caso, o gabinete esclareceu que não se trata de um ‘sigilo grau máximo’, mas sim do ‘sigilo padrão’, nível 3. Somente na segunda ação, que envolveu a quebra de sigilo, foi aplicado o ‘sigilo grau máximo’, nível 4, conforme solicitado pelos investigadores.

Toffoli autorizou a nova fase da Operação Compliance Zero, restringindo inicialmente o acesso da Polícia Federal ao material apreendido. Contudo, após nova determinação, ele permitiu que a PGR tivesse acesso aos documentos e celulares, e posteriormente autorizou a perícia do material pela Polícia Federal, definindo pessoalmente os peritos responsáveis.

Opinião

A situação envolvendo o ministro Toffoli e a investigação do Banco Master revela a complexidade e a sensibilidade dos casos que chegam ao STF, levantando questões sobre a transparência e a integridade do sistema judicial.