Mais de 45 militares da Força Armada venezuelana perderam a vida na operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em 3 de janeiro. A informação foi confirmada pelo ministro da Defesa, Vladimir Padrino, que também anunciou um total de 83 mortos e mais de 112 feridos durante o ataque.
A operação, que ocorreu na capital venezuelana e em cidades adjacentes, resultou em um saldo trágico, incluindo a morte de 32 cubanos que faziam parte da equipe de segurança de Maduro. Esses cubanos foram homenageados em uma cerimônia em Havana, que contou com a presença do líder Raúl Castro e do presidente Miguel Díaz-Canel.
Sete dias de luto nacional
A vice-presidente Delcy Rodríguez, que assumiu a presidência interina após a operação, decretou sete dias de luto nacional em memória dos militares falecidos. Durante uma missa em homenagem aos mortos, Padrino destacou o sacrifício dos membros da Força Armada Nacional Bolivariana, afirmando que eles cumpriram com a história e a pátria.
Identificação de vítimas
As autoridades venezuelanas, sob a liderança do ministro do Interior, Diosdado Cabello, estão trabalhando na identificação de restos humanos encontrados após a operação militar. O Exército venezuelano já havia publicado notas fúnebres de 23 militares mortos, incluindo cinco alunos da escola militar.
Tributo aos cubanos mortos
Em Havana, a homenagem aos 32 cubanos mortos foi marcada por um tributo nacional. A cerimônia, realizada no aeroporto internacional, foi acompanhada por milhares de cubanos que se reuniram para prestar suas últimas homenagens. A tenente-coronel Magalys Leal expressou orgulho pelos soldados que defenderam suas posições até a morte, apesar da tristeza do momento.
Opinião
A situação na Venezuela continua a gerar tensões e luto, refletindo a complexidade do cenário político e militar na região.
