Política

Ministra Macaé Evaristo defende direitos humanos como base da educação pública

Ministra Macaé Evaristo defende direitos humanos como base da educação pública

A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, afirmou durante o 35º Congresso Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) que “não há direito à educação sem direitos humanos”. O evento, que ocorreu de 15 a 18 de janeiro de 2026 em Brasília (DF), reuniu mais de 2.000 profissionais da educação para debater temas como democracia, sustentabilidade e soberania.

Dignidade humana como base da educação

Em sua participação no painel “Diversidade e Sustentabilidade Socioambiental”, a ministra enfatizou que a dignidade humana é fundamental para um ensino de qualidade. “A gente não tem direito à educação garantido se a gente não tiver uma política de valorização do trabalho, do salário mínimo, dos direitos humanos”, declarou.

Educação em direitos humanos como política pública

Macaé Evaristo ressaltou a importância de que a educação em direitos humanos seja uma política pública estruturante, permanente e transversal, apesar dos desafios contemporâneos. Ela destacou a necessidade de transformar conceitos de direitos humanos em práticas reais nas escolas, alertando para modelos de ensino que tentam apagar a identidade dos alunos.

Defesa da identidade e soberania

A ministra também convocou os educadores a se posicionarem como defensores dos direitos humanos, enfatizando que a educação deve promover a humanização e a construção de um projeto de país que respeite a dignidade de todos. “Uma escola cívico-militar, onde uma menina negra não pode usar o seu cabelo black, é uma escola que quer apagar a sua identidade”, criticou.

Desafios enfrentados pelos educadores

Por fim, Evaristo chamou a atenção para os ataques sofridos por professores nas redes sociais, incluindo discursos de ódio e desumanização, e incentivou a organização em grandes redes para enfrentar esses desafios.

Opinião

A fala da ministra Macaé Evaristo evidencia a urgência de integrar direitos humanos na educação, fundamental para a formação de cidadãos críticos e conscientes.