Nos últimos anos, as iniciativas do Ministério de Portos e Aeroportos têm promovido a equidade de gênero no setor portuário brasileiro, que ainda enfrenta desafios significativos. Atualmente, as mulheres ocupam apenas 17,8% dos postos de trabalho nesse setor, conforme a Pesquisa sobre Equidade de Gênero no Setor Aquaviário 2024, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
Iniciativas em Destaque
Uma das principais ações é a reserva de 50% das vagas em cursos de capacitação para mulheres pela Autoridade Portuária de Paranaguá, que já superou essa meta em algumas formações. No Porto de Santos, 191 mulheres fazem parte da força de trabalho, com o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, enfatizando a importância da presença feminina como um motor de transformação.
O Porto do Itaqui também se destaca, com 48% dos cargos de liderança ocupados por mulheres. A primeira mulher a presidir um dos principais complexos logísticos do Arco Norte, Oquerlina Costa, assumiu em 2025, representando um marco significativo para a igualdade de gênero na gestão portuária.
Dados da Participação Feminina
A Companhia Docas do Pará conta com 116 mulheres, correspondendo a 27% do quadro funcional, enquanto a Companhia Docas do Ceará apresenta 36% de mulheres em cargos de liderança. No Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP S.A.), as mulheres ocupam 32% dos cargos totais.
Grupo de Trabalho de Equidade de Gênero
Em março de 2026, o Ministério de Portos e Aeroportos instituiu o Grupo de Trabalho de Equidade de Gênero, que visa identificar barreiras à igualdade e propor políticas públicas. A coordenadora do grupo, Maria Cristina Dutra, ressalta que o desenvolvimento portuário está intrinsicamente ligado à equidade e proteção à vida.
Opinião
A ampliação da participação feminina nos portos brasileiros é um passo importante para a construção de um setor mais justo e eficiente, refletindo a necessidade de políticas inclusivas e de valorização da diversidade.





