O Ministério das Mulheres lançou o Guia de Comunicação Pública para Igualdade de Gênero em um evento realizado na Universidade de Brasília (UnB) no dia 6 de abril de 2026. Essa publicação, composta por 50 páginas ilustradas, tem como objetivo fornecer diretrizes para que o setor público adote uma comunicação mais inclusiva e livre de estereótipos.
O guia é voltado para profissionais de comunicação do setor público e integra o Pacto Brasil contra o Feminicídio, reforçando a importância da comunicação na construção de uma sociedade mais igualitária. A coordenação editorial ficou a cargo de Janara Sousa, que destacou a necessidade de uma mudança cultural no modo como a comunicação é feita.
Objetivos e Eixos do Guia
O Guia de Comunicação Pública não é apenas um manual técnico, mas sim um convite à transformação. Ele enfatiza a promoção da igualdade e da diversidade, além de incentivar o uso de linguagem não sexista. A publicação é organizada em eixos que orientam uma comunicação pública mais justa e inclusiva, incluindo:
Promoção da igualdade: A comunicação deve refletir a realidade da população e desconstruir estereótipos.
Uso de dados com recorte de gênero e raça: A eficácia das políticas públicas depende do reconhecimento das diversas realidades atendidas.
Prática da interseccionalidade: O guia reconhece a diversidade entre as mulheres e incentiva narrativas que incluam raça, classe e orientação sexual.
Uso de linguagem não sexista: A proposta é superar o masculino genérico, adotando uma linguagem inclusiva.
Responsabilidade ao comunicar violência: Casos de violência contra a mulher devem ser tratados como problemas de saúde e segurança pública.
Impacto e Importância
O Guia de Comunicação Pública para Igualdade de Gênero se torna uma referência essencial para o planejamento de campanhas e políticas governamentais. O objetivo é transformar as instituições, tornando o serviço público um verdadeiro espelho da diversidade e um motor de igualdade no Brasil.
Opinião
A iniciativa do Ministério das Mulheres representa um passo significativo na luta contra a desigualdade de gênero, ao promover uma comunicação que respeita e valoriza todas as vozes.





