Desde 13 de fevereiro de 2026, o Ministério da Saúde já realizou mais de 250 atendimentos no território Yanomami, com a vacinação de mais de 70 indígenas no DSEI Yanomami. A confirmação de oito casos de coqueluche na região levou a uma mobilização urgente das equipes de saúde, que foram reforçadas com novos profissionais e apoio de especialistas do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS (EpiSUS) e da Força Nacional do SUS (FNS).
Ações de combate à coqueluche
As equipes de saúde estão implementando um plano de contingência com ações de vigilância epidemiológica, busca ativa de casos e intensificação da vacinação. Todos os casos confirmados foram encaminhados para hospitais de Boa Vista, onde quatro pacientes já tiveram alta, mas três óbitos foram confirmados relacionados à doença. O tratamento e acompanhamento dos pacientes com suspeita de coqueluche estão sendo realizados para interromper a transmissão.
Vacinação em ascensão
Desde a declaração de emergência pelo Ministério da Saúde, a vacinação no território Yanomami teve um crescimento significativo. O percentual de crianças menores de um ano com Esquema Vacinal Completo (EVC) aumentou de 29,8% em 2022 para 57,8% em 2025. Para crianças menores de cinco anos, o EVC cresceu 39% no mesmo período, passando de 52,9% para 73,5%.
Aumento de profissionais de saúde
Desde o início de 2023, o DSEI Yanomami contratou mais 1.165 profissionais, totalizando 1.855 profissionais e representando um aumento de 169% em relação ao início do ano, quando eram apenas 690.
Opinião
A intensificação das ações do Ministério da Saúde é essencial para enfrentar os surtos de coqueluche e garantir a saúde da população indígena no território Yanomami.
