No dia 08/04/2026, o Ministério da Saúde promoveu um diálogo crucial com representantes de estados sobre a transição da insulina NPH para a insulina glargina no Sistema Único de Saúde (SUS). Essa iniciativa, que começou em março de 2026, envolve os estados do Distrito Federal, Paraná, Paraíba e Amapá, e tem como foco principal o atendimento de crianças e adolescentes até 17 anos, além de idosos a partir de 80 anos.
A insulina glargina, que oferece uma ação prolongada de até 24 horas com aplicação diária, visa melhorar o controle glicêmico e a qualidade de vida dos pacientes. Em contrapartida, o tratamento na rede privada pode custar até R$ 250 por dois meses, o que torna a ampliação no SUS uma alternativa acessível.
A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, destacou que a colaboração entre os diferentes níveis de gestão é essencial para garantir uma implementação eficiente da transição. “A participação dos estados e municípios é fundamental para melhorar o atendimento às pessoas com diabetes”, afirmou.
Para apoiar essa transição, o Ministério da Saúde está promovendo treinamentos para profissionais de saúde da Atenção Primária e da Assistência Farmacêutica, assegurando que todos estejam preparados para a mudança. O monitoramento da migração está sendo realizado em parceria com as Secretarias Estaduais de Saúde, e após os primeiros meses, será feita uma avaliação para planejar a expansão para outros estados.
A iniciativa é resultado de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) com o laboratório público Bio-Manguinhos, a empresa brasileira Biomm e a chinesa Gan & Lee. Essa colaboração reforça o compromisso do governo com a soberania nacional na produção de medicamentos e insumos de saúde, especialmente em um cenário de escassez global de insulina.
Opinião
A transição para insulina glargina no SUS é um passo importante para garantir acesso a tratamentos mais eficazes para a população, especialmente para os grupos mais vulneráveis.





